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Alvorada do amor

Meu Deus, por que me dificultei tanto,
Se, na verdade, a vida era tão simples,
E se o amor que sinto não iria vociferar
Antes ou depois do nosso amanhecer.

Entoa o hino da verdade o saber,
Sem querer abastecer-se de fortuna.
Apruma-se a árvore murcha do chão
E alivia a dor do ser mal-aventurado.

Então é primavera, flores a sorrir.
Aclara o porvir dos seres carentes,
Que sabianmente vivem entre a cruz e espada
A desvendar mistérios do tempo.

Flores - amores aspensos no ar -
A alegrar a solidão dos aflitos.
Cujo fim é encantar a vida
Com a beleza simples do olhar.

Cavalga no alazão da noite a procura
Do enlevo do mar
Enquanto o sono não vem
A preparar o futuro que na certa vai chegar.
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 31/01/2018
Alterado em 01/02/2018


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Imagem de cabeçalho: inoc/flickr